Artigos - Fabiane Popinigis

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?Todas as liberdades são irmãs?: os caixeiros e as lutas dos trabalhadores por direitos entre o Império e a República. O objetivo deste artigo é estabelecer um diálogo com a historiografia recente sobre temas clássicos da história do trabalho – como as diversas formas de exploração do trabalho, as lutas por direitos e cidadania e a organização dos trabalhadores – a partir da experiência de uma vasta categoria de trabalhadores urbanos. As lutas dos empregados no comércio por direitos através do associativismo, do teatro, da imprensa e da municipalidade fizeram parte do processo de organização dos movimentos sociais no Rio de Janeiro na década de 1880, e apareceram como modelos de uma cidadania republicana que, por sua vez, excluía outras categorias de trabalhadores.
Trabajo, libertad y esclavitud: estrategias y negociaciones en el sur de Brasil, siglo XIX. Este artículo aborda las estrategias de negociación para la obtención de la libertad, autonomía y mejoría en las condiciones de vida por parte de africanos y sus descendientes durante el siglo XIX en el sur de Brasil. A través de algunas trayectorias de vida, se muestra la diversidad de arreglos y posibilidades de trabajo antes y después del fin del tráfico atlántico de esclavos (1850) hasta la abolición de la esclavitud en Brasil (1888), cuando propietarios, libertos y esclavos tuvieron que reelaborar sus estrategias en la disputa por el mercado de trabajo.
As sociedades caixeirais e o 'fechamento das portas'no Rio de Janeiro (1850-1912). O estudo sobre os caixeiros, merece destaque as particularidades do ofício expressas na crença na possibilidade de ascensão à condição de patrão e na solidariedade inter-étnica entre empregados e patrões, em geral ambos de origem portuguesa, condições que dificultariam o conflito em torno do tempo de trabalho, mas que acabam não sendo suficientes para impedir sua eclosão.
Caxeiros e operários: relações de trabalho e sociabilidade no Rio de Janeiro do século XX Este artigo procura contrapor abordagens referentes ao emprego dos conceitos de classe e consciência de classe através da análise da situação dos empregadores no comércio do Rio de Janeiro no final do século XIX e início do XX.
Entrevista de Fabiane Popinigis concedida a Revista Mosaico, sobre perspectivas de gênero na História Social do Trabalho Fabiane Popinigis é professora adjunta do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGH/UFRRJ). Possui graduação, mestrado e doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas, sob orientação do prof. Sidney Chalhoub, com estágio na Universidade Paris IV-Sorbonne, sob supervisão do prof. Luiz Felipe de Alencastro. Sua tese de doutorado ganhou o concurso Várias Histórias, do CECULT, e seu livro Proletários de casaca - empregados no comércio carioca (1850-1911), foi publicado pela Ed. da UNICAMP em 2007. Publicou vários artigos sobre o comércio de gêneros nas ruas de Florianópolis no oitocentos, com foco no mercado de trabalho e relações raciais e de gênero na ocupação da cidade. É membro do GT Mundos do Trabalho da ANPUH e do GT Nacional Emancipações e Pós-abolição. Atualmente é tutora do PETHistória da UFRRJ.
Maria Mina e as disputas pelo mercado de trabalho em Desterro, século XIX Este artigo trata das experiências da quitandeira Maria Mina entre 1850 e 1883, desde a compra da alforria por meio do seu trabalho no Mercado Público até a disputa com o coronel Feliciano Alves de Brito pelo escravo Manoel. Reduzindo a escala com foco nesses agentes e suas estratégias, encontramos pistas para compreender as transformações nas relações de trabalho das últimas décadas do século XIX e o lugar dos africanos e seus descendentes no processo de (trans)formação daquele mercado de trabalho.
?Aos pés dos pretos e pretas quintandeiras?: Experiência de trabalho e estratégias de vida em torno do primeiro mercado público de Desterro? 1840-1890. Este artigo trata da construção, em 1851, do primeiro Mercado Público de Desterro (atual Florianópolis), espaço centralizador do comércio de gêneros e circulação de pessoas. A dinâmica em torno do mercado é aqui utilizada para investigar as disputas políticas relacionadas à ocupação deste espaço central da cidade, as expectativas de liberdade e autonomia de homens e mulheres africanos e seus descendentes, e as possibilidades e limites para realizá-las. Na primeira metade do século XIX, as mulheres africanas tinham atuação proeminente no comércio de rua e na própria praça do mercado, tanto como quitandeiras quanto como pombeiras e mascates, configuração que sofreu transformações no decorrer da segunda metade do século XIX, com a significativa diminuição da presença de homens africanos e de mulheres em geral, tanto dentro do Mercado Público quanto nas funções de pombeiro e mascate.
Empregados do comércio e prostitutas na formação da classe trabalhadora no Rio de Janeiro republicano Este artigo é o resultado do encontro de duas pesquisas sobre trabalho e sociabilidade de grupos de trabalhadores e trabalhadoras na cidade do Rio de Janeiro das últimas décadas do século XIX e início do XX pouco estudados pela historiografia: os empregados no comércio (chamados então de caixeiros) e as prostitutas. Nossa intenção foi retomar e aprofundar a conexão entre duas linhas de pesquisas que tenderam a desenvolver-se de forma paralela, e que só recentemente tem encontrado frutíferos pontos de diá- logo: a que se concentrou no mundo de sociabilidade e diversão popular carioca, e a que se dedicou ao campo da história do trabalho. Procuramos assim contribuir para o debate sobre o fazer-se da classe trabalhadora carioca de forma mais abrangente em relação aos grupos que a compõe, assim como para incluir definitivamente as formas culturais como de fundamental importância nesse processo.

Atividades

O seminário funciona como laboratório de preparação de projetos e monografias que são tomados no final do período como objeto de avaliação.
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