Dissertações - Vania Losada Moreira

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Caminhos, mudanças, alianças e resistências indígenas: identidade e territorialidade dos índios da aldeia de Itaguaí - século XIX. As mudanças vividas pelo Rio de Janeiro no final do século XVIII e no início do XIX, dos pontos de vista político e econômico, reverberaram com profundidade sobre as comunidades indígenas que viviam próximas à cidade. Não somente porque a legislação indigenista foi modificada, com o Diretório Pombalino e depois com a suspensão do mesmo, perdendo seu caráter geral para todo o território colonial/nacional, mas também porque conflitos agrários se tornavam cada vez mais cotidianos na vida dessas populações. Nesse contexto de intensas transformações, lugares indígenas como Itaguaí e Mangaratiba vivenciaram situações intrincadas no que diz respeito às relações de poder, à mão de obra e aos direitos territoriais.
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Camacãs, guerens, pataxos e o Aldeamento de São Pedro de Alcântara: trabalho, relações interétnicas e a ocupação do território de Cachoeira de Itabuna, Sul da Bahia (1814-1877) Este trabalho trata das relações sociais e interétnicas estabelecidas entre camacãs, pataxós e guerens, dentre outros grupos indígenas, e capuchinhos italianos, fazendeiros e autoridade provinciais na região de Cachoeira de Itabuna e Ferradas, durante o século XIX, onde hoje compreende a cidade de Itabuna. No século XIX, aquela região era visada pelos interesses coloniais por sua potencialidade para o crescimento econômico da província baiana, mas encontrava forte resistência dos camacãs, pataxós e guerens que habitavam a região. Na conjuntura de implementação dos projetos indigenistas na região, a atuação dos frades capuchinhos revelou-se de fundamental importância para a configuração econômica e social empreendida no sul da Bahia à época. Graças à instalação e à funcionalidade dos aldeamentos de catequese, os índios aldeados serviram como importante celeiro de mão de obra para os serviços públicos e particulares ao longo do Oitocentos. Esta pesquisa situa o trabalho dos indígenas aldeados em Ferradas como parte integrante e essencial das transformações sociais e econômicas da região. Ocupa-se em compreender a criação e o desenvolvimento do aldeamento São Pedro de Alcântara ou Ferradas e do serviço dos índios aldeados na estrada Ilhéus-Conquista e na lavoura do cacau; e em problematizar as relações interéticas ocorridas naquela zona de contato entre índios e não índios, no quadro das tensões políticas e sociais que caracterizaram o processo da colonização sul baiana, no século XIX.
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“Do clero e para todo o clero": a Revista Eclesiástica Brasileira e a reforma agrária (1950-1964) RESUMO CABRAL, Bruna Marques. “Do clero e para todo o clero”: Revista Eclesiástica Brasileira e a Reforma Agrária (1950-1964). Seropédica, RJ. 96p. Dissertação (Mestrado em História, Relações de Poder, Trabalho e Práticas Culturais). Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2015. Este trabalho tem como objetivo compreender as estratégias de intervenção política e social adotadas por setores da Igreja Católica, especialmente em questões relat ivas à vida do campo e à melhor reforma agrária a ser feita no país. Por meio da análise de textos e artigos veiculados na Revista Eclesiástica Brasileira, durante o período de 1950 a 1964, buscaremos entender a trajetória institucional do periódico, os projetos e concepções políticas de Reforma Agrária expressos nele e responder algumas questões que foram colocadas durante a investigação: como a R.E.B. e seus colaboradores receberam as encíclicas da Igreja? Como seus editores e colaboradores se posicionaram frente aos principais acontecimentos políticos do período entre 1950 e 1964? Como enfrentaram o intenso debate sobre a questão agrária? Quais as propostas de Reforma Agrária foram defendidas na R.E.B.?
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Educação indígena no Império: a Colônia Orfanológica Agrícola e Industrial Isabel e o projeto pedagógico dos Capuchinhos (1874-1889). A dissertação tem como objetivo central analisar como a educação é vista pela historiografia, pelo indigenismo e pela política indigenista. Ressaltamos que a historiografia pouco aborda sobre a temática educacional e sua função de instrumento de “civilização” voltada para as comunidades indígenas. Ao analisar as obras dos intelectuais do IHGB não encontramos nenhum intelectual que defendesse, de forma direta, a importância da educação nesse processo. Contudo, lendo nas entrelinhas de seus discursos percebemos que as propostas educacionais estavam inseridas nas ideias de catequese, trabalho e até mesmo na ideia de branqueamento/ miscigenação. Para dar escopo à nossa argumentação verificamos a operacionalização desse empreendimento ressocializador na Colônia Isabel, criada em 1874, na cidade de Recife, Pernambuco. Frisamos ainda que a questão educacional está atrelada diretamente à política indigenista a fim de tornar exequível o projeto de inclusão das populações indígenas ao corpo da nação imperial. E, por último ressaltamos a importância do processo de miscigenação para a inserção dos indígenas e frisamos que essa mistura era incentivada nas próprias instituições educacionais. Percebemos que as diferenças étnicas eram instrumentos de exclusão social e, por isso, a miscigenação, seja racial ou cultural, foi crucial para o empreendimento “civilizador” incentivado pelo Estado nacional. Na Colônia Isabel, essa questão étnica era tão importante que os alunos ao serem matriculados na instituição não tinham sua “qualidade”, ou melhor, característica étnica registrada, a fim de reclassificá-los e abrasileirá-los.
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O processo de modernização autoritária da agricultura no Espírito Santo: os índios Tupiniquim e Guarani Mbya e a empresa Aracruz Celulose S/A (1967-1983) Demonstra que a implantação da empresa Aracruz Celulose S/A (1972) no município de Aracruz, litoral norte do estado do Espírito Santo, é resultado de uma política agrária em consonância com o projeto dos generais-presidentes ao longo da ditadura militar no Brasil, uma vez que as decisões sobre a questão da terra se concentravam em seus gabinetes e que os militares golpistas não só incentivavam os grandes projetos de investimentos agroindustriais, como também impediam a maior participação da sociedade brasileira na discussão sobre as conseqüências desses empreendimentos. Esclarece que a instalação da Aracruz Celulose é resultante de fatores relacionados à dinâmica capitalista internacional, nacional e estadual: em âmbito internacional, por ser este um contexto favorável, devido à expansão acelerada do comércio internacional e da disponibilidade de capitais para investimento e financiamento; em âmbito nacional, porque os incentivos estatais à modernização da agricultura no período entre 1960 e 1980 provocaram mudanças estruturais no setor; em âmbito estadual, porque a política fundiária dos governos militares veio ao encontro dos interesses da elite local, que, para promover a diversificação e/ou industrialização da economia estadual, até então demasiadamente dependente da cultura do café, não poupou esforços para atingir seus objetivos. Destaca que a instalação da Aracruz Celulose no município de Aracruz não só alterou significativamente o padrão de posse e de uso da terra, como também atingiu sobremaneira as populações preexistentes (comunidades indígenas, remanescentes de quilombos, pequenos agricultores, posseiros). À luz desses acontecimentos, busca analisar o desenvolvimento da luta pelo reconhecimento étnico dos índios Tupinikin e do conflito pela posse das terras indígenas Tupinikin e Guarani Mbya, desencadeados pela implantação da indústria de celulose no município de Aracruz, entre os anos de 1967 a 1983.
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Junta de Civilização e Conquista dos Índios e Navegação do Rio Doce: fronteiras, apropriação de espaços e conflitos (1808-1814) Este trabalho de pesquisa tem como objeto a Junta de Civilização e Conquista dos Índios e Navegação do Rio Doce, criada em 1808, com o objetivo de combater os índios botocudos e iniciar a efetiva conquista e ocupação da região leste da capitania de Minas Gerais. A decadência da mineração leva a uma procura de opções produtivas e, nesse contexto, a apropriação de novas terras para o aproveitamento em atividades agrícolas pressiona o movimento de ocupação das fronteiras daquela capitania, notadamente a região leste: o médio rio Doce. A região compreendia áreas de vasta floresta e tribos indígenas e o aumento do contato entre índios e colonos levou a um recrudescimento dos atritos entre os dois grupos. Para tentar resolver esse problema e promover a ‘civilização’ da área foi criada a Junta do rio Doce. O trabalho procura enfocar a progressiva ocupação da região ao longo do século XVIII, onde áreas restritas à ocupação passam a ser exploradas e se tornam alvos de atenção do governo da capitania. Dessa forma, a Junta do rio Doce pode ser vista como o principal agente de colonização, no início do século XIX. Através da distribuição de terras a novos colonos e pelo controle dos grupos indígenas através do aldeamento de grupos indígenas, procurava-se criar as condições ideais para um aumento da população branca na região. O aldeamento, na região administrada pela Junta do rio Doce, pode ser visto mais como uma estratégia de afastamento do índio de suas terras do que uma iniciativa de integrar esse índio à sociedade portuguesa. Através da pesquisa em Livros de Atas da Junta de Civilização e Conquista dos Índios e Navegação do Rio Doce, procuramos analisar como foi sua atuação para alcançar seus objetivos, que podem ser assim resumidos: tornar a área segura e garantir a sua ocupação.
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Abalou Bangu! a Fábrica Bangu e a Indústria Nascente (1889-1914) Esta pesquisa analisa o papel da Companhia da Indústria do Brasil, popularmente conhecida como fábrica Bangu no processo de industrialização e de construção do espaço urbano no Brasil, mais especificamente no Distrito Federal, no período entre 1884 e 1914. Tomamos como ponto de referência a proposta de urbanização e industrialização, a idéia de progresso e modernidade, bem como da mudança do conceito de trabalho promovidos pela República nascente. Percebemos, então, que a Fábrica Bangu refletia quilo que a República tentava implantar na capital Federal. Analisamos também os símbolos da fábrica, memórias e fotografias, buscando compreender a imagem que a fábrica tinha de si, como queria ser vista pela sociedade, e como seus operários a percebiam.
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Atividades

O seminário funciona como laboratório de preparação de projetos e monografias que são tomados no final do período como objeto de avaliação.
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