Dissertações - Álvaro Pereira do Nascimento

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“Flores horizontais”: Sociabilidade, prostituição e travestilidade na Zona do Mangue (1960-1970) SILVA, Claudielle Pavão da.“Flores horizontais”: Sociabilidade, prostituição e travestilidade na Zona do Mangue (1960-1970). 2016. 120p. Dissertação. (Mestrado em História) Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2016. A presente pesquisa versa sobre as estratégias e experiências construídas por prostitutas e travestis nos anos finais da Zona do Mangue, região de baixo meretrício do Rio de Janeiro, entre os anos 1960 e 1970. Essa região foi marcada pela atuação repressora do poder público que a entendia como um espaço caracterizado por atividades criminosas e ocupado por indivíduos pertencentes às “classes perigosas”. Para além da visão estereotipada das instituições do período, o objetivo foi apresentar a agência dos sujeitos desse processo histórico a partir de perspectivas que considerassem as relações de gênero, classe e raça, dentro de uma perspectiva interseccional. A investigação deste cenário permitiu que novas reflexões e perspectivas acerca da prostituição e do modo de vida da população que habitava o Mangue fossem efetivadas. As experiências vividas por prostitutas e travestis nesse baixo meretrício foram analisadas e problematizadas a partir dos boletins de ocorrência, processos criminais, notícias em jornais e obras literárias produzidas pelo delegado Armando Pereira que trabalhou na 6ª delegacia de polícia, responsável pela região.
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Do café à policultura: Fazendeiros, lavradores foreiros e as transformações na estrutura fundiária de São Francisco Xavier de Itaguaí. (1850-1900). Esta dissertação analisa a composição fundiária do município de São Francisco Xavier de Itaguaí na segunda metade do século XIX com o intuito de compreender como fazendeiros, lavradores e suas propriedades, em sua maioria, foreiras à Fazenda Imperial de Santa Cruz, se adequaram a realidade instável e dinâmica do período. Acreditados que o café, principal forma de cultivo da região, declina, abrindo espaço para que a policultura se tornasse uma das tentativas de manutenção das unidades produtivas durante o período de crise. As terras baixas submetidas às enchentes sazonais e as epidemias também aparecem como fortes elementos que dificultavam a rotina dos moradores
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Entre modernidades desarticuladas, tradições e nação: uma análise dos textos autorais e das encenações da companhia Negra de Revistas – Rio de Janeiro, 1926 BONGIOVANNI, Luca. Entre Modernidades Desarticuladas, Tradições e Nação: uma análise dos textos autorais e das encenações da Companhia Negra de Revistas – Rio de Janeiro, 1926. Seropédica, RJ, 275 p. Dissertação (Mestrado em História). Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, RJ, 2015. A análise das encenações das peças teatrais revisteiras que a Companhia Negra de Revistas do cenógrafo português Jaime Silva e do autor e ator baiano De Chocolat apresentou no Teatro Rialto de Rio de Janeiro em 1926 releva a evidente presença de uma proposta que redimensiona no sentido “negro” muitos dos elementos culturais mais identificáveis com o caráter brasileiro. Nesse contexto formado pela pluralidade dos diálogos que se instituem entre modernidade, nacionalismo e questão racial, destaca-se também a marcada presença de um discurso propriamente afro-diaspórico de acordo com o conceito de “sistema do Atlântico Negro” elaborado pelo sociólogo britânico Paul Gilroy. Utilizando uma perspectiva transnacional e intercultural, a análise é feita a partir dos textos autorais das peças e dos comentários da imprensa e dos intelectuais que assistiram aos espetáculos e tenta evidenciar a importância dos aspectos performáticos das encenações propostas ao público.
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Um cenáculo de letrados: Sociabilidade, Imprensa e Intelectuais a partir da Arcádia Iguassuana de Letras (AIL) (Nova Iguaçu, 1955-1970) ALEXANDRE, Maria Lúcia Bezerra da Silva. Um cenáculo de letrados: Sociabilidade, Imprensa e Intelectuais a partir da Arcádia Iguassuana de Letras (AIL) (Nova Iguaçu – 1955-1970), 2015. 203 p. Dissertação (Mestrado em História, Relações de Poder, Trabalho e Práticas Culturais). Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, RJ, 2015. O presente trabalho tomou por objeto a Arcádia Iguassuana de Letras (AIL), instituição fundada no município de Nova Iguaçu durante a década de 1950. A partir do grupo literário analisamos as transformações socioeconômicas e políticas ocorridas no distrito sede da cidade no mesmo período. O marco inicial desta pesquisa está entre os anos 1920 e 1930 quando a cidade de Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, integrou a política de policultura e modernização da agricultura no estado do Rio de Janeiro. A citricultura tornou-se a principal atividade econômica do primeiro distrito iguaçuano e consolidou as práticas de uma elite ruralista. Por meio da tríade “laranja, modernização e progresso” investigamos a consolidação hegemônica desse grupo agrário. Posteriormente, avaliamos as mudanças vividas pelo distrito-sede com o fim da citricultura no início dos anos 1940. Com o fim da citricultura as chácaras de laranja foram reconfigurados pelos lotes. A especulação imobiliária consolidou uma era de loteamentos, uma vez que eles foram impulsionados pelo aumento populacional. Com o fim do cinturão verde e a abertura ao capital estrangeiro nos anos 1950, Nova Iguaçu expandiu sua industrialização e aumentou seu contingente de trabalhadores e migrantes na região. O boom da população também ampliou o eleitorado e a disputa por ele. Com a redemocratização do país e novas eleições o PSD (Partido Social Democrático) vinculado ao grupo ruralista se viu ameaçado pelo crescimento de outras siglas como o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e UDN (União Democrática Nacional). O fortalecimento político destes partidos se deu principalmente pelas emancipações dos distritos de Duque de Caxias (1943), Nilópolis (1947) e São João de Meriti (1947). A partilha do território reordenou os grupos e formas de ação junto aos eleitores. Além do processo emancipatório, avaliamos como a presença de outros intelectuais na política local exerceu disputas pelo lugar de falar, Por isso, analisamos a presença do vereador e jornalista Dionísio Bassi e sua interlocução com atores desse grupo iguaçuano. Mediante este quadro acreditamos que os árcades, “filhos” diretos ou indiretos do projeto ruralista fundaram a Arcádia Iguassuana de Letras como resposta a estas mudanças. Para isto os arcadianos escreveram um conjunto de obras literárias baseadas em suas memórias acerca da citricultura. Analisaremos como os árcades Deoclécio Dias Machado Filho e Ruy Afrânio Peixoto discutiram temas como cidade e campo, desta forma será possível averiguarmos a literatura produzida por eles e problemáticas da conjuntura encobertas.
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"Regras de civilidade": tecendo a masculinidade do smart nas páginas d' ™O Rio Nu (1898-1916) A presente dissertação tem como principal objetivo analisar o jornal O Rio Nu: periódico semanal caustico humorí­stico (1898-1916), que se caracterizava por seu conteúdo malicioso que o insere no chamado "gênero alegre"€. Mais do que analisar o jornal pura e simplesmente em seus aspectos gráficos, o que pretendemos é entender como o mesmo, a partir de diversos protocolos de leituras, forjava um modelo de masculinidade a ser seguido pelos homens que se pretendiam modernos: os smarts. No contexto dos valores de progresso e civilização, cimentados por discursos afeitos à República, este jornal apresentava, incentivava e ditava novos modos de vida que os smarts deveriam seguir ou evitar para se enquadrarem a esses novos tempos. Homossexualidade, alcoolismo, virilidade, relações sexuais inter-raciais no âmbito do serviço doméstico foram alguns dos pontos destacados pelo jornal como modelos não condizentes com um smart. Portanto, este trabalho se conforma em um estudo de gênero, analisando os padrões de masculinidade, num momento em que diversas instituições estavam voltadas para a formação de cidadãos ideais.
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Senhores e Possuidores: a construção da propriedade da terra na freguesia de Irajá (Rio de Janeiro, século XIX) A presente dissertação analisa a construção da propriedade da terra na freguesia de Irajá, antiga freguesia rural do Rio de Janeiro, ao longo do século XIX. A partir da reconstrução da trajetória de algumas famílias – Cordovil, Ramos, Oliveira Braga e Sayão - e suas respectivas fazendas e engenhos, buscamos compreender de que maneira elas geriram suas terras, assim como, a noção de propriedade. Além disso, investigamos em que medida a Lei de Terras de 1850 influenciou neste processo de construção da propriedade. Para tais objetivos, utilizamos os instrumentos metodológicos da micro- história, priorizando o cruzamento entre o registro paroquial de terras, inventários e partilhas.
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Águas revoltas: um estudo comparativo entre a revolta da chibata de 1910 e a revolta da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Naviais do Brasil de 1964 A Revolta da Chibata em 1910 e o Movimento da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil (AMFNB) em 1964 foram dois importantes levantes ocorridos no seio de uma organização militar no século passado no Brasil. Pelo fato de ambos terem sido movimentos de subalternos, sem a participação de oficiais da Marinha ou políticos, e ocorridos em contextos de crise de extrema complexidade na história do Brasil republicano, podem ser considerados objetos de estudo de grande relevância histórica. Este trabalho intenta analisar de forma comparada ambos os movimentos para além da questão organizacional, incluindo os marinheiros envolvidos na sociedade fazendo deles atores políticos e históricos importantes, caros para a compreensão da evolução da República brasileira.
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Doença e cativeiro: um estudo sobre mortalidade e sociabilidades escravas no Rio de Janeiro, século XIX. Esta dissertação discutirá as possibilidades analíticas – para o universo da temática da escravidão no Brasil – de abordagens sobre escravidão, mortalidade e doenças. Com a análise das doenças que mais atingiam os cativos das regiões de Candelária e Irajá, salientam-se as precárias condições de vida nestes ambientes do Rio de Janeiro, entre os anos de 1809 e 1831. A partir de fontes seriais em livro de óbitos paroquiais, inventários post-mortem, relatos médicos e de memorialistas, foi possível uma reconstrução dos cenários e processos históricos onde a mortalidade escrava esteve presente. Além disso, avalia-se como o estudo das doenças de determinado grupo populacional pode ampliar a percepção de variadas dimensões da vida social, tanto nas senzalas dos grandes e pequenos plantéis fluminenses, quanto nos complexos cenários urbanos localizados no coração da cidade escravista. Logo, verifica-se, com a análise desses dados, que as causas de morte estavam diretamente associadas às particularidades de cada ambiente, revelando, ainda, como o cativeiro traduz a experiência de mortalidade de um grupo. Assim, propõe-se demonstrar como o diálogo com as regiões analisadas fornecem instigantes indícios de como os escravos viviam e lidavam com a experiência da doença e da morte.
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Atividades

O seminário funciona como laboratório de preparação de projetos e monografias que são tomados no final do período como objeto de avaliação.
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