Dissertações - Fabiane Popinigis

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Africanos Livres no Brasil: tráfico ilegal, vidas tuteladas e experiências coletivas, século XIX A presente dissertação explorou as formas de vida e trabalho dos africanos livres no Rio de Janeiro, seguindo uma linha de raciocínio inspirada nas suas históriasde vida, perscrutando trajetórias individuais que oferecem uma perspectiva coletiva daquele processo: a apreensão na África, a travessia atlântica, a segunda apreensão pelas autoridades de repressão ao tráfico, o recebimento do status de africano livre, o período de serviços e, finalmente, a emancipação. O recorte escolhido foi o tráfico entre a África Centro Ocidental e o Rio de Janeiro durante as décadas de 1830 e 1840, o que tornou necessário analisar períodos de serviços e emancipações nas décadas de 1850 e 1860. Para este fim, foram analisadas as mais diversas fontes, dentre elas listas de chegadas de africanos livres na costa do Rio de Janeiro, pedidos de emancipação feitos pelos mesmos, notícias de jornais, relatórios da Companhia da Estrada de Magé a Sapucaia, e processos de julgamentos de navios que foram capturados realizando o tráfico ilegal. Com este trabalho, pude analisar a presença centro-africana na região do Recôncavo da Guanabara, o cotidiano dos africanos livres na cidade do Rio de Janeiro e algumas das questões de gênero surgidas no momento de emancipação das africanas livres. Assim, predominou a preocupação com o impacto que a condição social de africano livre teve na vida cotidiana destas pessoas.
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“Conflitos pela propriedade e reordenamento do trabalho em Alagoinhas e Inhambupe (1860-1890)” RESUMO SANTANA, A.H.G. Conflitos pela propriedade e reordenamento do trabalho em Alagoinhas e Inhambupe (1860-1890). Dissertação (Mestrado). Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2015. Esta dissertação tem como objetivo discutir os conflitos pela propriedade no meio rural dos municípios de Alagoinhas e Inhambupe, no período compreendido entre os anos de 1860 e 1890, levando-se em consideração a necessidade, por parte das autoridades, de um rígido controle dos trabalhadores no processo de abolição da escravidão e de reordenamento do trabalho. Analisando, entre outros tipos de fontes, processos-crimes de furto e correspondências de autoridades, investigamos como parte da população mais pobre, que vivia como dependente de um senhor ou fazendeiro, agia para sobreviver, para conquistar autonomia e liberdade, num momento em que a propriedade passava a ser cada vez mais valorizada e o mundo do trabalho redefinido. Enquanto os proprietários e as autoridades estavam empenhados em combater qualquer tipo de ação que pudesse comprometer as relações de dependência, muitos indivíduos livres e libertos pobres, além de alguns escravos, agiam no sentido de fazer valer suas noções próprias de direito, seja recorrendo ao furto como um ajuste de contas, seja se aliando com seus semelhantes ou até mesmo com algum coronel quando fosse necessário.
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Entre o silêncio e o Reconhecimento: O processo de independência e os movimentos de libertação no Congo-RDC (1956-60) A presente dissertação tem por objetivo destacar as diversas manifestações e inquietudes existentes na colônia para exigir e acelerar a oficialização da independência do Congo. O trabalho propõe analisar os congoleses como sujeitos históricos da conquista pela libertação dos africanos e do Congo, destacando o protagonismo congolês diante da agressiva colonização belga. Através da análise do movimento congolês pela libertação a partir de elementos internos ao Congo e da mobilização, impasses e conflitos vivenciados pelos sujeitos do período, destacamos os silêncios sobre as brutalidades cometidas no Congo sob a fachada humanitarista colonial. Acreditamos, desse modo, que essa abordagem nos possibilita reivindicar o conhecimento de outra perspectiva histórica, a qual não negligencia a atuação, negociação, resistência ou conivência desses sujeitos nos processos coloniais e de libertação da história do Congo.
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A trajetória de Albino Moreira Dias no movimento operário têxtil - Rio de Janeiro e Petrópolis (1906-1919) Esta dissertação tem como objeto o estudo da trajetória do operário e militante português Albino Moreira Dias (1882-1933) no movimento operário têxtil das cidades do Rio de Janeiro e de Petrópolis entre 1906 e 1919. O período estudado foi de luta dos trabalhadores em prol das melhorias nas condições de trabalho e de vida. As indústrias têxteis empregavam homens, mulheres e crianças, na sua maioria considerados trabalhadores sem qualificação específica. Estes recebiam baixa remuneração, viviam penosas condições de trabalho, submetidos aos mandos patronais, dos mestres e contramestres e eram expostos a situações cotidianas de humilhação. Albino, imigrante português, operário têxtil, pai de família e comungando, ao longo de sua vida, do anarquismo, do sindicalismo revolucionário e de práticas reformistas, vivia essa realidade e a interpretação que fazia da experiência operária o conduzia à ideia de que por meio do associativismo poderia reverter o quadro de miséria e exploração. Objetivamos construir a sua trajetória política e sindical para compreender como o seu discurso e agência orientaram a organização do movimento operário têxtil carioca e petropolitano. Para isso, analisaremos as associações de resistência e a de beneficência dos têxteis que ele ajudou a fundar, promover e organizar e as questões operárias que ele e os demais dirigentes articularam. As questões surgiam devido aos conflitos entre os operários e entre estes e os patrões, autoridades municipais e policiais. Muitos conflitos geravam greves. Neste estudo convergem os objetivos de resgatarmos a ativa militância de Albino na luta pelos direitos dos trabalhadores têxteis e como construiu a noção de cidadania e, em paralelo, contribuirmos para o estudo do movimento operário têxtil carioca e petropolitano.
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Atividades

O seminário funciona como laboratório de preparação de projetos e monografias que são tomados no final do período como objeto de avaliação.
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