Dissertações - Adriana Barreto de Souza

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A biblioteca Militar e a reconstrução da identidade social do Exército Brasileiro: 1937-1942 Esta dissertação tem por objetivo compreender uma etapa do processo de construção da cultura militar corporativa no interior do Exército brasileiro, por meio do estudo de uma de suas instituições, a Biblioteca Militar, criada em 1937. Procuraremos abordar este problema sob a perspectiva mais recente da historiografia sobre a temática militar, que inaugura uma nova forma de pensar os militares e o Exército brasileiros. Esta nova abordagem da temática militar foi proporcionada por uma confluência de estudos na área da Ciência Política, Antropologia e História. Acreditamos que a Biblioteca Militar Editora deve ser entendida como um mecanismo institucional que procura, por meio da difusão de uma literatura memorialista, veicular uma história “oficial” do Exército, buscando fundi-la à ideia de nacionalidade. O setor editorial da Biblioteca Militar, por meio da seleção de episódios do passado, procura construir uma realidade que inventa o Exército como instituição nacional, de sólidas raízes, dotada de unidade interna e, desse modo, capaz de agir de forma mais coesa na política, seguindo os princípios da hierarquia e da disciplina. Com a implantação do Estado Novo em 1937, o Exército ocupa um lugar privilegiado no centro do poder como instituição capaz de reorganizar a sociedade, fenômeno político inteiramente novo. Neste contexto, o Exército, como instituição, não só passa a pensar a si mesmo como também a própria organização da nação sob o princípio de uma dependência mútua entre o Exército e o Estado.
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O Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e a invenção de uma tradição para o Exército brasileiro (1937-1945) A proposta dessa dissertação é investigar a relação entre a criação do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e a invenção de uma tradição para o Exército Brasileiro durante o período do “Estado Novo” no Brasil. O estudo mostra também uma prosopografia dos fundadores do instituto para tentar compreender esse momento a partir de uma análise de trajetórias. Para compreender como o Instituto de Geografia e História Militar funcionou como construtor de uma identidade social, a estratégia utilizada foi a análise do material publicado na Revista do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, especificamente, os escritos de cunho biográfico.
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“Rebeliões da Senzala”: diálogos, memória e legado de um intelectual brasileiro O objetivo central dessa dissertação é realizar um estudo de história intelectual, priorizando a realização de uma análise comparativa das quatro edições do livro “Rebeliões da Senzala”, concentrando-nos mais nas duas primeiras. Pretendemos, primeiramente, investir na memória de Clóvis Moura, observando o processo de produção e publicação da primeira edição do livro “Rebeliões da Senzala”. Em seguida, o foco recairá nas reedições do livro. Nesse sentido, analisaremos as principais alterações ocorridas na segunda edição; verificaremos como os elementos introdutórios das quatro edições como, capa, “orelha”, prefácio e introdução contribuíram para tornar a obra de Clóvis Moura atual e atraente; e, por fim, mas não menos importante, analisaremos, através de um capítulo do livro, como o autor construiu a imagem do escravo atuante e participativo na sociedade escravista.
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General Osorio e a República: um estudo sobre memória e política (1879-1930) Este trabalho pretende analisar o processo de construção da memória do general Osorio entre os anos de 1879 e 1930. Acreditamos que diante da impossibilidade de se elevar um dos atores envolvidos no golpe de Estado à categoria de herói republicano, mas frente à necessidade da construção do mito de um herói para a República, Manuel Luís Osorio – o general Osorio – é alçado ao posto de herói do novo regime. Todavia, não foi a República que promoveu a monumentalização do general Osorio. O projeto de construção da memória do general Osorio partiu da Sociedade Riograndense Beneficente e Humanitária, composta por gaúchos residentes no Rio de Janeiro, que tinham o objetivo de exaltar a memória de Manuel Luis Osorio e, através dessa exaltação, engrandecer o Rio Grande do Sul, sua história e tradição. Para tanto, dividimos nossa análise em três fases. A primeira delas compreende os anos de 1879 a 1894, quando um grupo de gaúchos da Sociedade Riograndense Beneficente e Humanitária tem a iniciativa de erguer na capital federal um monumento eqüestre em homenagem ao general Osorio. Na segunda fase, de 1894 a 1920, analisamos como a memória de Osorio deixa de ser gaúcha para torna-se nacional, elevando Osorio à condição de herói do novo regime. E, na terceira fase, após 1920, apontamos que ocorre um declínio dessa memória, mas que esse declínio não é sinônimo de esquecimento.
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Atividades

O seminário funciona como laboratório de preparação de projetos e monografias que são tomados no final do período como objeto de avaliação.
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